Equilíbrio e gravidade
Abri os olhos e o mundo estava de cabeça para baixo: as muralhas antigas erguiam-se invertidas contra o céu azul. Sentia as pontas dos meus dedos das mãos a suportar toda a estrutura. Com foco técnico, ajustei a pressão das palmas no chão seco, dobrei levemente os pulsos e empurrei uma pequena folha seca caída entre as minhas mãos. Ela moveu-se. O peso nos meus braços era real, o controlo muscular era meu. Flexionei suavemente os cotovelos para estabilizar o ângulo, mantendo a postura perfeita invertida no meio da relva.
